Sabem aqueles dias em que tudo corre tão bem, em que
melhor não podias estar e mesmo assim estás deprimida?
Tenho tudo
no seu devido lugar, a colecionar sucessos e cada vez mais a evoluir para a
melhor versão de mim. Ainda assim sinto-me doente sem estar de verdade. Sem força
nos braços e sem noção do que me apetece no momento. É apenas um dia deprimido
eu sei, mas são estes dias que me dão medo. Medo de cair doente novamente, sem
chão, sem forças, sem nada.
Quando
penso nos meses horríveis que passei, tenho a certeza que estou longe de passar
pelo mesmo. Mas só essas lembranças deixam-me assim, com pavor de voltar atras.
Não tenho motivos que me façam cair, mas nunca precisamos deles para ir abaixo.
As vezes nem nós próprios conseguimos explicar o porquê, é como se uma sombra negra
vai-se aproximando e quando damos conta já nada faz sentido.
Hoje eu
estou que nem sei!
Inspirada
para escrever, cansada para pensar. Bem para trabalhar, mal para me levantar. Com
os olhos de ver, incapaz de enxergar.
Enfim, vá-se
la saber o que se passa na minha cabeça. Quando eu me decifrar, terei
descoberto o sentido de tudo. Até lá, nutella e Netflix!
Este foi
um post muito esquisito, tal como eu. Mas serviu para aliviar um pouco a tensão
da minha cabeça. Lembrei-me agora de um poema que escrevi já faz uns valentes
aninhos. E ele começava assim:
“Sinto
vontade de brincar com as palavras,
Deambular
por linhas ausentes e inventar histórias sem dramas,
Sinto vontade
de criar uma personagem sem lágrimas
E
declarar-lhe poemas sem páginas machadas”
Sim,
depois de tantos anos essa personagem sou eu, que vivo sem dramas e com os pés
assentes no chão. Caramba, que vontade de ser poetisa!
Agora eu
sou a personagem principal de uma história como eu sempre quis. Com os meus
cabelos ao sol, a escrever para mim e de mim. E não é que eu sou qualquer coisa
de especial?!
O resto
do poema eu já não me consigo lembrar, mas não penso em reescrever, pois de certeza
que foi um dos melhores que já escrevi. Penso que farei um novo, com rima ou
com rímel vermelho quem sabe!
Ou então
de uma cor que não seja avermelhada, talvez encarnada…. Escarlate!